Metrónomo

Metrónomo

Tum tum tum tic, tum tum tum tic…
Ai esse teu paço insolente, incongruente,
Essa pose tola, olhar demente;
Olha que o Senhor Deus já foi um sem-abrigo!

Não julgues que por me desprezares
E a nobres coisas te dares
Vais ser o cordeirinho crido das maças.
Ambos assistimos às tuas desgraças!

Tum tum tum tic, Tum tum tum tic…
Desliga já a campainha do metrónomo,
Sabes que me perfura dolorosamente o encéfalo!
Está bem está bem, o compasso fica incoerente.

Estruturaste e reestruturaste a tua vida como um jogo de xadrez,
Roubaste o rei, apagaste os porquês
Daqueles livros grandes que eu lia
Em criancinha e depois fingia, fingia sempre que dormia.

Tum tum tum tum, tum tum tum tum…
Avariaste o metrónomo, vil criatura!
Sem o início do compasso sabes bem que é uma tortura
Monumental criar harmonias a duas vozes…

Desde sempre que a minha honrada mãezinha me ensinou
A falar a todos menos aos estranhos; (Estou? estou?)
Com mil diabos, a ligação foi cortada…
A tua progenitora não te ensinou a seres bem educada?

Rui Batista
19/01/2010 00:53:35

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~ por Rui Batista em 19 de Janeiro de 2010.

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