Sophi

Ai Sophia, sabedoria vã,
Oiço-te o troar das ondas no pontão,
Confuso e abstémio peço-te tua mão
Enleada na minha, pelo acordar da manhã.

Ai Sophia, balsamo nos temporais,
relembra-me o mar sozinho e alto,
Sustém-me no ar, solta-me dum salto
E larga-me à fúria dos vendavais.

Dizes-me porque encalhei o meu barco tosco
Nas armadilhas óbvias dos corais?
Ai Sophia, como é dúbio sermos iguais.

Rui Batista
03/10/2009 02:32:03

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~ por Rui Batista em 3 de Outubro de 2009.

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