Fantasmas

Escrevo com a fúria e a glória do turbilhão desvairado. Sem tema, sem alma, sem génese divina ou ninfa inspiradora para glorificar.

Os fantasmas das letras voam-me em frente dos olhos sem os ver, mas toco-os várias vezes, variadas vezes sem que me notem.. Onde estou? Porque estou? Que palavras errantes estas que me distraem do sofrimento por uma causa esquecida? Já não me sei, já não me sou.

São fantasmas azuis, aliás tudo é azul agora. Procurei sempre o azul e agora que o tenho odeio-o mais que tudo. É demasiado límpido, e quando o azul da noite o tapa torna-se demasiado negro. Quero o meio! Quero um azul no meio desses dois onde me equilibre como servo de mim mesmo para me entreter a razão.

Vejo-te sempre linda mesmo sem conseguir ver. Como consigo não sei, já não me sentes, já passou muito deste que me quiseste sentir. Chego a cúmulos de te aceitar mesmo que me renegue… mereço? Não.

Vou lutar por mim até que não me reste mais célula capaz de produzir energia. Espero que nunca passes pelo que passei, e quando aconteça não caiam mais as pontes entre nós.

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~ por Rui Batista em 31 de Agosto de 2009.

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