2006-10-27…2009-06-11

Respirámos o mesmo ar, as mesmas baforadas de fumo branco, o mesmo perfume embriagante de amores e desamores… Cruzámos a mesma serra de curvas fechadas, de monstros à espreita e abismos que imploraram por nós. Vimos os céus vermelhos, verdes, amarelos, vimos o mesmo branco puro de todas as cores do especto, e vimos todas as outras ondas que mais ninguém vê. E tu mergulhaste até onde eu nunca fui em mim, escavaste, espatifaste o meu chão de todas as maneiras e formas e modos e receitas escritas sabe-se lá onde, e encontraste-me por lá. Trouxeste-me e agora atiraste-me com estrondo de volta para esse fim de mundo onde os cães de três cabeças mandam os pobres bandidos puxar pedregulhos eternamente. O resto é a história que ninguém terá interesse em contar.

11 de Junho de 2009

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~ por Rui Batista em 11 de Junho de 2009.

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