Balas Perdidas

Balas Perdidas

Não, nuca temas
O metal retorcido,
O gume ensandecido
Que me atravessa a alma.

Não temas as rajadas
De metralha dolorosa
A defesa furiosa
Que me defende a calma.

não, não temas
A frieza mortal,
Esse instinto racional
Cravado a chumbo ardente.

Nunca as balas perdidas
Te serão destinadas,
Mesmo que teleguiadas
Estarei em guarda, prudente.

Renego aqui a treva fértil,
O luar escuro, impuro,
A promessa de futuro
Onde jamais possas estar.

Que o gelo nunca nos aqueça a alma,
Que minhas balas te passem a milímetros
Sem nunca te tocar a calma.

Rui Batista
10/11/2008 01:44:46

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~ por Rui Batista em 15 de Novembro de 2008.

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