Despedida

Nunca fui dado a despedidas banais. Se me despeço duma pessoa, dum sítio, penso sempre que lá volto. Se não o pensar é, por certo, porque não lá quero voltar. Todavia as outras despedidas, as não banais, que tocam, essas sempre me doeram um bocado a engolir.
Entristece relembrar os sítios que acabam, os risos, as lágrimas, as cervejas entornadas e as quantidades de álcool superior consumidas. As pessoas, o seu melhor e o seu pior. Valeu pela música, pelos poemas e piadas só nossos, pelas mocas só nossas, de mais nenhum deles. A amizade e o cinismo tão agarra dinhos, que só nós demos conta e soubemos indispensável. E os diálogos surreais, sublimes e bestiais (de besta) tão pouco cientes da sua estupidez. Nós gostámos, ainda assim. Precisámos daquilo certas vezes. Agora acabou, e vamos ter saudades, só do passado é que se tem saudades. Pelo menos tu ficaste, e só por isso chega.

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~ por Rui Batista em 2 de Novembro de 2008.

Uma resposta to “Despedida”

  1. fds.. obrigada =)

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